Emérito Professor José Alberto Rôla. Ontem, Hoje, e Sempre.

20 de maio de 2015

Jose Alberto

Ser humano ímpar, o nome do advogado e mestre José Alberto harmoniza, em raríssimo apuro, a típica tratabilidade cavalheiresca que lhe adorna o espírito, com a seriedade acadêmica e a precisão científica. Jurista, advogado, escritor, pai, amigo e colega sobremodo estimadíssimo por todos quantos usufruíram de sua edificante convivência pessoal e profissional, José Alberto serviu a esta instituição em todos os momentos em que solicitado, jamais faltando a nenhum compromisso, acadêmico ou oficial.

O advogado e mestre José Alberto acresce ao exemplar legado relacional a indelével marca qualitativa de incentivador de incontáveis carreiras, — a partir mesmo da sala de aulas, quando costumava distribuir exemplares de obras, suas e doutros docentes desta faculdade, aos estudantes que se destacavam ao final do período. Titular de maestria na arte de escritor e articulista da ciência jurídica, mormente no clássico ramo comercial, desde os primeiros dias de sua mui proficiente carreira docente, na década de 1960, quando ladeou mestres como FRAN MARTINS, nesta centenária academia, o Professor José Alberto Rola perpetua o fulgor de sua inteligência desde seus livros a suas crônicas jurídicas em inúmeros periódicos nacionais.

Relembrando que o trâmite de formalização do titulo de Professor Emérito ao mestre José Alberto resta em seu encerramento, devendo em breve ser oficialmente outorgado em cerimônia especial, é mister aproveitar o azo para destacar que o nome do Professor José Alberto Rola é peça inseparável do patrimônio humano das letras, advocacia e educação jurídicas brasileira. Como tal, o emérito Professor José Alberto Rola está conosco, não passa, não nos deixa. Apenas nos priva da convivência pessoal por alguns breves momentos, já que está na frente da estrada da vida, cujas curvas às vezes nos tiram a monotonia e nos empanam a visão temporariamente.

É hora ainda de reafirmar que sim, é certo que o Direito prestigia a laicidade. Mas a vida transcende o Direito. E a vida humana não se reduz ao nosso corpo físico. Somos seres espirituais, eternos, e nos sustentamos nas promessas de nossa fé, que não é uma quimera personalística, mas sim é certeza e é convicção, como está escrito em Hebreus  11, “1 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (“Est autem fides sperandorum substantia rerum argumentum non parentum” [Ad Hebraeos]).

Baseados nisto, neste momento de pesar, apeguemo-nos às promessas da base de nossa tradicional fé cristã, e ratifiquemos o que lemos em Isaías 25, verso 8, a saber, de que O nosso CRIADOR, “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará O SENHOR DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do Seu povo, porque O SENHOR falou.” E  parafraseando o verso 17 do sétimo Capítulo de João, “O Cordeiro que se encontra no meio do trono nos apascentará e nos guiará para as fontes da água da vida. E DEUS nos enxugará dos olhos toda lágrima.”

Fonte: Diretoria da Faculdade de Direito